O ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta em 2004 em São Paulo, foi aprovado na primeira fase do vestibular da USP (Universidade de São Paulo).
Na lista divulgada pela Fuvest nesta segunda-feira aparece seu nome completo, Gil Grego Rugai. De acordo com seu número de inscrição, as provas da segunda fase, realizadas entre 3 e 5 de janeiro, serão feitas na Unibero (Centro Universitário Ibero-Americano) da Bela Vista, na região central de São Paulo.
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Em agosto, o ex-seminarista também foi aprovado na primeira fase do vestibular da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), mas não compareceu à segunda fase, realizada neste domingo (13). Segundo seu advogado, Fernando José da Costa, Rugai recebeu autorização da Justiça para viajar ao Rio neste fim de semana.
À época, Costa disse que o cliente tentava cursar medicina, e que, por cautela, avisaria a Justiça caso fosse aprovado, para evitar o que chamou de "prisões absurdas".
Rubens Cavallari-25.ago.2009/Folha Imagem
Gil Rugai, acusado de matar pai e madrasta, deixa prisão em SP após decisão do STF
Rugai chegou a se mudar para Santa Maria (RS), onde pretendia prestar vestibular para medicina na Universidade Federal de Santa Maria. Na ocasião, ele foi preso por mudar de endereço sem informar as autoridades.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça), concedeu uma liminar que mandava soltar Rugai, sob a afirmação de que a mudança não justificaria a prisão, mas logo depois suspendeu o habeas corpus. Entretanto, Rugai foi solto no mesmo dia, por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo seu advogado, o tribunal ainda deve julgar definitivamente o habeas corpus e um recurso em seu processo.
Crime
O empresário Luiz Rugai e a mulher, Alessandra Troitino, foram assassinados a tiros em casa, em Perdizes (zona oeste de São Paulo) em 2004. Apontado como principal suspeito do crime, Gil Rugai ficou preso por dois anos até ser libertado por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em junho de 2006.
A investigação da polícia apontou vários indícios contra Rugai. Exames realizados em uma marca de sapato deixada na porta da sala de vídeo --onde o empresário teria tentado se esconder e que foi arrombada-- apontaram que quem arrombou a porta teria lesões no pé. Exames de ressonância magnética realizados no pé do suspeito apontaram lesões compatíveis.
Além das provas colhidas na casa, a polícia levantou a hipótese de o crime ter ligação com o afastamento de Rugai da empresa do pai, a Referência Filmes. O ex-seminarista estaria envolvido em um desfalque de cerca de R$ 100 mil e, por isso, teria sido demitido de seu departamento financeiro. A madrasta, segundo o gerente do banco onde a Referência Filmes tinha conta, proibiu que ele a movimentasse.
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